
(…)”A vida pulsava naquela passeata, o coração dos estudantes bombeava uma energia pura. ‘Abaixo a vida dura’ passou por eles e seguiu adiante como ‘Abaixo a ditadura’.”
(…)”Ninguém morre aos 20 anos. Só o Álvares de Azevedo, o Casimiro de Abreu e o Fagundes Varella.”
(…)”Na primeira vez em que Nice trouxe a amiga trotskista, a amiga libelu, Aldo torceu o nariz, porque militava pelo bigode de Stálin, em cuja fotografia os libelus costumavam desenhar dentes de vampiro.”
(…)”A vida é bela, Anna Lupo.”
Abaixo a vida dura
Livro – Abaixo a vida dura escrito por Cadão Volpato
“A vida pulsava naquela passeata, o coração dos estudantes bombeava uma energia pura. ‘Abaixo a vida dura’ passou por eles e seguiu adiante como ‘Abaixo a ditadura’.” “Ninguém morre aos 20 anos. Só o Álvares de Azevedo, o Casimiro de Abreu e o Fagundes Varella.” “Na primeira vez em que Nice trouxe a amiga trotskista, a amiga libelu, Aldo torceu o nariz, porque militava pelo bigode de Stálin, em cuja fotografia os libelus costumavam desenhar dentes de vampiro.” “A vida é bela, Anna Lupo.” Abaixo a vida dura.
Os estudantes tinham desaparecido das ruas em 1968, mas voltaram com tudo em 1977, gritando outra vez a palavra de ordem que era considerada uma provocação: Abaixo a ditadura. Esta é uma história baseada na mitologia da tendência Liberdade e Luta, que trouxe de volta o “Abaixo a ditadura” ao movimento estudantil, e de alguns de seus militantes, conhecidos como libelus. Também é a história de uma república em um lugar distante, e de seus moradores, todos afetados pelo acontecimento mais dramático daquele ano: a invasão da PUC, a Pontifícia Universidade Católica, na noite de 22 de setembro, quando cerca de 1.500 pessoas foram espancadas e presas e a universidade foi depredada pela polícia da ditadura.
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Aos 20 anos, achamos que somos imortais. Isso dura até o primeiro grande tombo. É quando despertamos para a dureza da vida. O primeiro grande tombo daquela geração foi a invasão da PUC pela polícia. Esta é a história de um grupo que tentou mudar o mundo e mudar a vida, na base da amizade e da luta. No tempo das cartas, dos telegramas e dos telefones com fio. Um tempo que passava rápido, debaixo de uma ditadura que teimava em não passar e que, ainda hoje, mesmo morta, parece viva. Por isso, os gritos audaciosos daqueles garotos de 20 anos continuam a ecoar por aí: Abaixo a ditadura. Abaixo a vida dura.
Conheça o Autor
Cadão Volpato nasceu em São Paulo em 1956, mas atualmente vive em Nova York. Foi um dos fundadores do Fellini, banda com a qual gravou inúmeros discos, e é autor de doze livros, entre eles o romance Pessoas que passam pelos sonhos e o livro de memórias À sombra dos viadutos em flor, finalistas do Prêmio São Paulo de Literatura e do Jabuti.
Detalhes do livro
Editora: Faria e Silva; 1ª edição (29 fevereiro 2024) Idioma: Português Capa comum: 224 páginas ISBN-10: 6560250342 ISBN-13: 978-6560250345 ASIN: B0CS6XLZJF Dimensões: 14 x 1 x 21 cm.




